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HOME CARE
CONCEITO
Modalidade de assistência em que os cuidados com o paciente
serão executados em sua própria residência ou em outro local não
institucional. Pode ser aplicado a pacientes de qualquer idade.
O movimento de Home
Care surgiu nos Estados Unidos em 1947, na era do pós-guerra, quando várias
enfermeiras passaram a atender e cuidar dos pacientes em casa pois os
hospitais viviam cheios. Houve um salto de eficiência com este tipo de
tratamento, promovendo-se uma recuperação precoce do paciente e os custos
hospitalares reduziram drasticamente. As Seguradoras e Planos de Saúde
descobriram este nicho de diminuição de despesas e passaram a remunerar
quase todos os procedimentos de Home
Care.
As enfermidades mais
freqüentes em Home
Care são aquelas advindas do progressivo envelhecimento
da população, as ditas crônicas como câncer, seqüelados de AVC, doença de
Alzheimer, escleroses (arteriais, cerebrais, musculares, múltiplas).
Presta também atendimento a pacientes terminais, aos que precisam de
suportes ventilatórios como os enfisematosos e asmáticos e atendimento aos
pacientes com HIV que não querem ser expostos publicamente.
Já se observa na
internação domiciliar dados que demonstram uma importante redução do
tempo de doença do paciente isto é, a recuperação parece ser mais rápida
pois o atendimento é quase sempre personalizado com um profissional de
enfermagem 24 h exclusivo para o paciente.
Vantagens
apresentadas:
Reintegração da pessoa ao ambiente familiar
Maior envolvimento de familiares no tratamento
Diminuição do risco de infecção
Possibilidade de redução de custos
Maior satisfação dos clientes
Atendimento
personalizado 24 h
A família que não
precisa se desestruturar com deslocações complicadas
É gratificante ver seu
parente sendo acompanhado por equipes de profissionais dentro da sua
própria casa, sem ônus financeiro para a família.
O hospital fica com
maior rotatividade de seus leitos, abrindo espaço para pacientes instáveis
A otimização dos leitos hospitalares acarretará uma maior
margem de lucro pelo fato do hospital não precisar elevar o seu efetivo de
pessoal
Os planos de saúde reduzem os custos hospitalares.
Segundo alguns
autores, existem, na prática, pelo menos três modalidades de Home Care:
·
A
internação ou hospitalização domiciliar
·
A
assistência domiciliar
·
O
atendimento domiciliar
HOSPITALIZAÇÃO DOMICILIAR
Esta modalidade tem
por característica principal a transferência, para o domicílio, dos
recursos empregados aos cuidados de um paciente em um hospital
convencional, em circunstâncias ideais para a continuidade do tratamento
sem perda de qualidade e efetividade.
Princípios da hospitalização domiciliar
Continuidade de
cuidados
Os recursos
disponibilizados devem corresponder à necessidade do caso e não podem
comprometer a qualidade da assistência prestada, uma vez estabelecido o
processo de continuidade.
Respeito aos
valores familiares
Os princípios éticos
profissionais devem prevalecer na relação profissional família-paciente em
respeito aos valores, hábitos e opiniões.
Caráter educativo
A prática dos cuidados
deve contemplar aspectos educativos em seu processo, no sentido de
envolver pessoas com pleno conhecimento e familiarizadas com os
procedimentos. A comunicação permanente entre equipe e família facilita o
processo de alta e suas implicações.
O não cumprimento dos
princípios da hospitalização domiciliar, ou uma interpretação inadequada
dos mesmos, pode acarretar certos riscos, que são resumidamente:
Superproteção aos
pacientes, especialmente crônicos ou anciãos, criando grupos
excessivamente "protegidos", com prejuízos a sua plena recuperação;
Duplicação da atenção,
substituindo o cuidado ambulatorial (tanto da Assistência Primária como da
Especializada): por "comodidade" para o paciente e até para os cuidadores.
Exames e serviços que poderiam ser feitos no hospital ou posto de saúde
são levados até a casa do paciente, resultando em acomodação e dificuldade
de ressocialização;
Prolongamento da
hospitalização domiciliar, no caso de pacientes com forte componente
social, isto é, que não contam com o apoio da família ou de responsáveis.
Com isso, acabam por não receberem alta, quando necessitariam apenas de
visitas domiciliares.
Objetivos da
hospitalização domiciliar
Melhorar o
aproveitamento dos recursos hospitalares, ao permitir a diminuição do
tempo de estada, a não-internação ou até a reinternação; com isso, os
leitos são mais rapidamente liberados para a utilização por outros
pacientes, permitindo uma reorganização da oferta de serviços
hospitalares;
Efetuar o atendimento
no "melhor lugar terapêutico", de forma integral, personalizada e
humanizada, ao mesmo tempo em que se aumentam, no paciente, a autonomia, a
independência sócio-familiar e o cuidado pessoal;
Servir de "ponte"
entre o hospital e a assistência ambulatorial, contribuindo para diminuir
o isolamento e a falta de comunicação entre estes níveis;
Realizar a Educação
para a Saúde, um objetivo que deve estar atrelado a qualquer projeto
da área. A hospitalização domiciliar tem a vantagem de poder implantar o
processo educativo em um cenário singular, a casa do paciente, onde é mais
fácil promover, por meio de contato direto, a aquisição de conhecimentos e
a modificação de hábitos e atitudes negativas, beneficiando as condições
de saúde e de cuidados pessoais.
Como Funciona:
Embora o eixo de toda
Internação domiciliar seja feito pelo pessoal de enfermagem, cabe ao
Médico-Assistente a tarefa de indicar o momento exato que seu paciente
poderá ir para a Internação Domiciliar. Compete exclusivamente a ele
repassar para a chefia de enfermagem da instituição de Home
Care todas as
suas rotinas, os medicamentos, as orientações médicas, além dos exames que
ele quer, e quando sejam feitos, e as datas que pretende visitar o
paciente. Caberá a enfermeira tomar todas as providências pertinentes,
visitar a casa do paciente, conversar com os familiares, providenciar
todos os equipamentos ergonômicos necessários (cama apropriada, postes de
soros, bombas de infusão, monitores, oxigênio etc...) para continuar o
tratamento em casa. Estes equipamentos têm que ser compatíveis com a
residência da família para tornar o ambiente apropriado e apto para
continuar o tratamento do paciente.
O Prontuário Médico
com os respectivos relatórios e anotações da enfermagem (e dos outros
profissionais envolvidos no caso) ficam na casa do paciente à disposição
do Médico Assistente. Qualquer intercorrência com o paciente, este será
prontamente notificado e dará as instruções ou tomará as medidas que achar
oportunas para a resolução do problema e continuação do tratamento ou até
de uma eventual re-internação.
A parte mais
específica e mais difícil do Home Care é a "alta" do paciente. Isto
acontece quando a equipe (de acordo com o medico assistente) se retira da
casa do paciente e transfere os cuidados para o próprio paciente ou para
familiares. Todos os detalhes devem ser pormenorizadamente explicados e
entendidos pelos cuidadores. Aqui a resistência dos familiares é
significativa. Por isso é necessário muita experiência, eficiência e
competência por parte das equipes especializadas em Home Care quando da
alta do paciente.
ASSISTÊNCIA DOMICILIAR
Esta modalidade
corresponde aos serviços prestados em nível domiciliar aos pacientes que
já superaram a fase aguda do processo, mas ainda estão em situação clínica
delicada, necessitando de atenção constante, e aos portadores de doença
crônica que necessitem de cuidados específicos de baixa complexidade ou em
caráter paliativo e/ou profilático, com característica de média duração e
programação eletiva.
A assistência
domiciliar terapêutica consiste em:
Acompanhamento e
cuidados de enfermagem;
Visitas médicas
esporádicas;
Fisioterapia motora
e/ou respiratória;
Controle nutricional;
Psicoterapia e
tratamento de feridas;
Tratamento da dor e
reabilitação;
Educação para uso de
próteses;
Controle de exames de
rotina para doenças crônicas;
Vacinação;
Educação alimentar;
Assistência ao idoso;
Assistência ao
deficiente físico;
Outros.
ATENDIMENTO DOMICILIAR
Esta modalidade de
Home Care se assemelha ao atendimento em nível ambulatorial, com o
diferencial da realização em domicílio.
São atendimentos de
curta duração com marcação prévia, como, por exemplo:
Consultas
profissionais e curativos;
Pequenas suturas;
Pequenos
procedimentos;
Exames de laboratório;
Raios-X de tórax;
Outros.
PROCEDIMENTOS
Administração de soros e medicamentos injetáveis
Cuidados com cateteres vasculares e de diálise
Passagem de cateter vesical de demora ou alívio
Passagem de tubos (sondas) para alimentação
Administração de dietas enterais
Treinamento de auto-administração de insulina
Coleta de urina e sangue para exames
Lavagem intestinal
Consultas médicas,
Consultas de enfermagem
Serviços de reabilitação
Tratamento de feridas diabéticas ou vasculares
Nutrição enteral e parenteral
Fornecimento de equipamentos
Fornecimento de medicamentos
Fototerapia para recém-nascidos
Exames clínicos,
Aplicações de vacinas;
Quimioterapia
Respiração artificial
Acompanhamento integral por profissionais especializados em
monitoramento contínuo.
CÓDIGO DE ÉTICA DO HOME CARE
Agir de uma maneira
que inspire segurança, confiança, honestidade e respeito dos pacientes, dos
empregados, dos colegas profissionais, das organizações, do público em geral
e do sistema de entrega de serviços de saúde.
Proteger e preservar
os direitos humanos de cada paciente, acreditando que os direitos do ser
humano são edificados com uma base fundamental de princípios:
Respeito pela vida:
todas as vidas são preciosas e devem ser respeitadas.
Autonomia: todas as
pessoas têm o direito de determinação própria.
Beneficente: nós
devemos tentar fazer o bem.
Não-maleficiente: o
dever de não causar danos físicos, morais e ou espirituais.
Fidelidade e devoção:
responsabilidades profissionais e lealdade incondicional.
Justiça Distributiva:
todas as pessoas devem ser tratadas com justiça; pessoas não podem ser
objeto de discriminação sem uma justa causa.
Interagir com o
paciente de uma forma honesta dando valor é dignidade humana baseada no
respeito, simpatia e compaixão, sempre procurando suprir as necessidades
físicas, psicológicas e espirituais do paciente.
Cumprir com todas as
leis e regulamentos que governam esta modalidade de serviços, atividades
profissionais e as leis da nação.
Tratar todos os
funcionários com dignidade e respeito, e prover oportunidades
profissionais baseado em competências de trabalho, sem discriminação de
raça, cor, religião, nacionalidade, sexo, idade ou deficiência física.
Manter empregados
competentes e proficientes por intermédio da promoção e desenvolvimento
profissional, apoiado por um programa eficaz de educação continuada.
Respeitar o sigilo
profissional.
Manter o mais alto
padrão de integridade pessoal e profissional, de uma maneira que reflita
positivamente a modalidade de serviços extra-hospitalares de saúde ou Home
Care.
Ser honesto em todas
as formas de informação pública e privada; evitar informações falsas,
enganosas, anti-éticas e grosseiras, ou que gerem decepções.
Evitar a exploração de
relacionamentos profissionais com fins de ganho próprio ilícito.
Lutar para o
engrandecimento do ser humano.
Agir com transparência
e honestidade para com o próximo.
Respeitar e promover a
dignidade de nossos pacientes e colegas de trabalho.
Utilizar o que existe
de melhor na prática profissional, aplicar princípios baseados na melhor e
mais forte evidência médica e científica para a melhora da condição de
vida de nossos pacientes.
Manter a honra e
respeito que o Home Care adquiriu no decorrer de mais de duas décadas de
serviços ao seus pacientes e clientes corporativos.
QUALIFICAÇÕES DO PROFISSIONAL PARA O
EXERCÍCIO DO HOME CARE
O profissional deve ter ou adquirir conhecimentos das regras
básicas de Home Care, na área clínica e administrativa.
Deve ter um conjunto de habilidades pessoais voltadas para a
prestação de serviços ao paciente.
A habilidade de prestar uma grande atenção aos detalhes.
Ter múltiplas habilidades técnicas acompanhadas por uma alta
flexibilidade.
Ter a habilidade de assumir a responsabilidade pelo seu
paciente e seu plano terapêutico.
Ter um meio de transporte viável, efetivo confiável e
habilidade como motorista.
Ter um bom conhecimento científico, técnico e prático, para
poder atuar como especialista e generalista ao mesmo tempo.
Ter a habilidade de trabalhar de forma autônoma em um
ambiente não estruturado.
Ter afeto sincero
pelos pacientes e para os pacientes.
Ter desejo de continuar a aprender, ser receptivo a novas
informações e conhecimentos clínicos.
Ter a consciência e aceitar o fato de que
em Home Care existe um balanço constante a ser mantido entre demandas clínicas e
administrativas.
Ter consciência de que mudanças podem ser dificultosas, mas
representam oportunidades.
Ter um tipo de senso de humor que pode auxiliar os pacientes
e colegas a vencer as barreiras mais diversas.
Ter a habilidade de se apaixonar pelo ser humano que
representa o seu paciente e de se desligar completamente quando sua missão
estiver completa.
Ter a honestidade como uma de suas mais fortes virtudes.
Deve amar sua atividade profissional.
RESOLUÇÃO COFEN-270/2002
Aprova a
Regulamentação das empresas que prestam Serviços de Enfermagem Domiciliar
– Home Care.
O Conselho Federal de
Enfermagem-COFEN, no uso de suas atribuições legais e regimentais;
CONSIDERANDO a
Constituição da República Federativa do Brasil, art. 5º inciso II,
"Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de lei";
CONSIDERANDO os termos
da Lei nº 5.905, de 12 de julho de 1973, que determina aos Conselhos de
Enfermagem a Normatização do Exercício das Atividades de Enfermagem;
CONSIDERANDO os
ditâmes da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que Regulamenta o
Exercício profissional da Enfermagem, e ainda seu Decreto Regulamentador
nº 94.406, de 08/06/1987;
CONSIDERANDO a Lei nº
6.839, de 30 de outubro de 1980, que dispões sobre o Registro de Empresas
nas Entidades Fiscalizadoras do Exercício da Profissão;
CONSIDERANDO o art. 5º
da Resolução COFEN nº 255/2001, que atualiza as normas para Registro de
Empresas;
CONSIDERANDO a
Resolução COFEN nº 260/2001, que fixa as Especialidades de Enfermagem;
CONSIDERANDO a
Resolução COFEN nº 267/2001, que dispõe sobre as Atividades de Enfermagem
em Home Care;
CONSIDERANDO a
existência de empresas que prestam serviços de Enfermagem Domiciliar, sem
regulamentação específica;
RESOLVE:
Art. 1º- Aprovar a
regulamentação das empresas que prestam Serviços de Enfermagem Domiciliar
- HOME CARE, de conformidade com o anexo, que é parte integrante do
presente ato.
Art. 2º- Esta
Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando disposições
em contrário.
Foz de Iguaçu, 18 de
abril de 2002.
GILBERTO LINHARES
TEIXEIRA CARMEM DE ALMEIDA DA SILVA
COREN-RJ Nº 2.380
COREN-SP Nº 2.254
PRESIDENTE
PRIMEIRA SECRETÁRIA
ANEXO DA RESOLUÇÃO
COFEN-270
(Toda empresa de
prestação de serviços de Enfermagem Domiciliar e/ou filiais, deve ser
dirigida por Profissional Enfermeiro devidamente inscrito e em dia com
suas obrigações junto ao Conselho Regional de sua área de atuação.)
I - Toda empresa de
prestação de serviços de Enfermagem Domiciliar e/ou filiais, deve ser
dirigida por Profissional Enfermeiro devidamente inscrito e em dia com
suas obrigações junto ao Conselho Regional de sua área de atuação.
II - Toda empresa de
prestação de serviços de Enfermagem Domiciliar e/ou filiais, é obrigada a
ter em seus quadros:
01 (um) Enfermeiro
responsável por turno.
01 (um) Enfermeiro
responsável técnico, pela coordenação das atividades de Enfermagem.
III - As equipes de
Enfermagem, das Empresas prestadoras de serviços de Enfermagem Domiciliar,
deverão ser compostas "exclusivamente" por Enfermeiros, Técnicos de
Enfermagem e Auxiliares de Enfermagem, devidamente registrados e em dia
com as obrigações junto aos Conselhos Regionais que jurisdicionam suas
áreas de atuação.
IV - Todos os
Profissionais de Enfermagem deverão ser cadastrados na empresa e a
listagem atualizada deverá ser enviada ao COREN de sua jurisdição,
conforme Resolução COFEN Nº 139/92.
V - Toda empresa de
prestação de serviços de Enfermagem Domiciliar deverá pautar
desenvolvimento de suas atividades, tomando como prerrogativa a Resolução
COFEN Nº 267/2001 e seu anexo.
VI - Quaisquer casos
omissos deverão ser resolvidos pelo Conselho Regional da jurisdição
pertinente, depois de ouvido o COFEN.
ANEXO DA RESOLUÇÃO
COFEN-267
O presente anexo, da
RESOLUÇÃO-COFEN Nº 267/2001, dispõe sobre as atividades da Enfermagem em
Domicílio-Home Care.
Define-se por
"ENFERMAGEM EM DOMICÍLIO-HOME CARE" a prestação de serviços de saúde ao
cliente, família e grupos sociais em domicílio, e de acordo com a
RESOLUÇÃO-COFEN Nº 256 de 12 de julho de 2001, esta modalidade
assistencial exprime, significativamente, a autonomia e o caráter liberal
do profissional Enfermeiro.
Estas atividades estão
previstas nos seguintes níveis de complexidade:
- menor
complexidade:
Neste nível está caracterizado a investigação do processo saúde/doença. O
cliente necessita de procedimentos técnicos-científicos de Enfermagem
relacionada às prevenções, promoção e manutenção do estilo de vida
saudável;
- média
complexidade:
Neste nível não se dá a caracterização de uma doença em curso. Entretanto,
o cliente necessita de procedimentos tecnicos-científicos de Enfermagem
que definirá o modelo assistencial aplicado à clientela visando a
deliberação do dano, invalidez e a reabilitação da mesma com retorno ao
seu estado de vida;
- alta complexidade:
Neste nível o cliente apresenta uma doença em curso, cujo atendimento em
domicílio deverá ser multiprofissional, ocorrendo a internação domiciliar,
ficando assegurado à complexidade do especialista em Enfermagem em
Domicílio-Home Care.
I - É da competência privativa do
Enfermeiro em Domicílio - Home Care atuar nas seguintes funções:
assistencial, administrativa, educativa e de pesquisa:
a) Função
Assistencial:
Identificar,
diagnosticar, prescrever e avaliar sobre a prestação do cuidado de saúde e
enfermagem a ser realizada em domicílio do cliente, família e/ou grupo
social;
Organizar, dirigir,
planejar, coordenar e avaliar os serviços de saúde realizados pela
enfermagem em domicílio;
Fazer o prognóstico de
enfermagem de acordo com os níveis de complexidade do cliente no
domicílio, atendendo as interfaces de intercorrências clínicas;
Assumir, como
prerrogativas, as atividades da responsabilidade de planejar, executar,
delegar, supervisionar e avaliar a assistência de Enfermagem através do
SAE (Sistematização do Atendimento de Enfermagem) de instrumentos de
controle de qualidade das assistências realizadas;
Identificar e
classificar as condições que predispõem a riscos de saúde, fazendo
referências do caso clínico, através de pareceres sistemáticos,
cabendo-lhe a delegação de responsabilidades assistenciais ao pessoal de
enfermagem;
Analisar a ergonomia
ambiental e suporte tecnológico no domicílio, estabelecendo ação integrada
de correção de risco de educação familiar;
Decidir sobre normas e
execução de procedimentos de diagnóstico, terapêutica e cuidados nos
níveis de complexidade, aplicando a sistematização da assistência de
Enfermagem.
b) Função
Administrativa:
Conceber e organizar a assistência de
Enfermagem em serviços de saúde público e privado na área de Home Care;
Definir funções e
normas do pessoal de enfermagem, nos serviços de saúde público e privado,
na área de enfermagem em Domicílio-Home Care;
Avaliar o planejamento
e a execução das atividades de Enfermagem em Domicílio-Home Care junto ao
cliente em Residência;
Promover o cuidado
contínuo e de suporte ao cliente em Domicílio, utilizando o sistema de
referência entre os serviços e recursos humanos de saúde;
Delegar aos técnicos e
auxiliares de enfermagem, responsabilidades de assistência de Enfermagem,
segundo a complexidade do estado de saúde e dos recursos existentes;
Utilizar metodologia
participativa interpretando e avaliando o modelo assistencial aplicado às
necessidades do cliente, família e/ou grupo social, à luz da Enfermagem em
Domicílio-Home Care.
c) Função de
Pesquisa:
Aplicar metodologia de
investigação atendendo ao Código de Ética da Enfermagem;
Implementar os
resultados de investigação considerados aplicáveis em concordância com o
Código de Ética em Pesquisa com seres humanos, submetendo-os à Sociedade
Brasileira de Enfermagem em Home Care;
Efetuar investigações
de elementos de risco ocupacional nos processos de trabalho e educação
continuada, que afetem a assistência de Enfermagem em Domicílio-Home Care;
Colaborar com outros
profissionais em investigações dentro do campo de Enfermagem em
Domicílio-Home Care.
d) Função
Educativa:
Conceber e promover
processos construtivos, que visem a melhoria da qualidade de vida do
cliente, família e/ou grupo social em domicílio;
Participar e
desenvolver com a equipe multiprofissional processos educativos, que visem
o aprimoramento e desenvolvimento técnico-científico da Enfermagem em
Domicílio-Home Care;
Atuar na formação,
preparo e qualificação de pessoal de enfermagem na especialidade de
Enfermagem em Domicílio-Home Care.
II- Havendo registro
no Conselho Federal de Enfermagem da Sociedade Brasileira de Enfermagem em
Home Care de Caráter Nacional, as demais Organizações Regionais deverão
seguir o princípio Estatutário e Regimental da Sociedade Brasileira de
Enfermagem em Home Care.
III-Os casos omissos
serão resolvidos pelo Conselho Federal de Enfermagem.
PROTOCOLO DE SEGURANÇA DE TRABALHO PARA A
EQUIPE VISITANTE
O profissional da agência sempre deverá ligar para seus
clientes no dia anterior à visita para notificá-lo, ou a seu cuidador de
que estará lá no dia seguinte, para o tratamento.
O profissional deverá pedir ao cliente ou cuidador que
notifique à agência, caso uma mudança repentina de planos ocorrer, como
uma hospitalização repentina do paciente, ou que o mesmo não estará no seu
local de residência para ser atendido.
O profissional sempre verifica seu veículo, para ter certeza
de que se encontra em bom estado de manutenção, tem combustível o
suficiente, está equipado com pneu reserva, ferramentas para troca de
pneu, equipamento de sinalização de emergência, extintor de incêndio,
equipamento de primeiro socorros.
Idealmente o profissional, trabalhando
em Atendimento Domiciliar,
deve ter um telefone celular consigo durante todas as viagens.
O profissional não deve deixar seringas e ou medicamentos
expostos dentro do carro.
Nunca entre numa propriedade, sem antes anunciar a sua
presença e se possível ter alguém que resida no local para lhe dar
supervisão.
Nunca deixe de bater no portão ou cerca, fazer barulho antes
de entrar qualquer propriedade, por mais que você já tenha estado no
local.
Use todos os seus sentidos para detectar situações perigosas.
Não estacione seu carro onde você não tenha como manobrá-lo
com facilidade para sair.
Quando, dentro de uma propriedade se perceber uma situação
suspeita, retire-se o mais rápido possível. Se não puder sair ligue para o
escritório e use uma palavra código para indicar que você está em perigo,
uma palavra que já foi escolhida pela sua equipe para alertá-la de uma
situação em que você necessite de auxílio da polícia, como, por exemplo,
Ligue para o escritório e diga: "Quem fala é a enfermeira (seu nome)
eu estou aqui, com o paciente_____________. Eu preciso colocar um pedido
para o medicamento____________ (nome código querendo dizer que você
precisa de assistência imediata da polícia)
Sempre dirija com as portas travadas.
Não estacione nas ruas e em lugares sem movimento para
escrever suas anotações clínicas, sempre que possível, as complete na
casa de seu cliente.
Sempre tenha seu equipamento e suprimentos médicos preparados
antes de chegar na residência do cliente; não fique muito tempo
selecionando itens enquanto estacionado na rua.
Fique atento quando tiver de parar nos sinaleiros
Obedeça a sinalização quando dirigindo
Nunca aceite presentes de seus pacientes
Nunca se torne um” membro da família”; mantenha uma postura
amigável, gentil, mas sempre profissional.
Não se envolva com os conflitos da família, a não ser que
seja para defender a saúde e segurança de seu paciente.
Nunca irrite ou se confronte com uma pessoa que não esteja
sóbria
Sempre saiba quais e onde estão todas as saídas possíveis da
casa de seu cliente
Notifique o seu coordenador se houver qualquer tipo de
investida sexual
Observe a presença de armas de fogo e sua localização quanto,
o acesso de crianças e ou outras pessoas na casa a essas armas.
Notifique o seu coordenador se houver qualquer menção de
desejo de suicídio por parte do paciente ou qualquer outro integrante da
família
Observe pela presença de fatores de risco de para incêndio na
residência de seu cliente
Em caso de incêndio, faça o possível para remover o seu
cliente, sem correr o risco de vida.
Desenhe um plano de evacuação para o seu paciente
Não use sapatos ou sandálias de salto alto quando trabalhando
com os pacientes
Não tente gerenciar um peso acima da sua capacidade física;
solicite auxílio
Não deixe um paciente inconsciente ou desorientado sozinho
Utilize um cinto de segurança para deambular seu paciente
Sempre verifique que a calibração do aparelho de pressão está
correto, antes de aferir a pressão
Sempre verifique a data de expiração do medicamento antes de
administrá-lo ao seu paciente
Certifique-se de que você esta administrando o medicamento
certo, na dose certa, na via certa, no horário certo, para o paciente
certo, no dia certo, e seguindo a prescrição correta, e com a autorização
do paciente e/ou cuidador certo.
Não deixe qualquer equipamento dentro de seu veículo
Não administre qualquer medicamento sem que haja uma
prescrição clara e legível e que esta tenha sido validada pela
Enfermeira.
Sempre saiba o que fazer em caso de urgência e/ou emergência;
não deixe para o último segundo
Não brinque com os animais de seus pacientes
Não crie intimidade com os cuidadores ou pacientes, seja
agradável porém sempre profissional
Não conte a respeito de sua vida particular ao cuidador
informal ou ao paciente
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