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EVITE ACIDENTES NA
ABERTURA DE AMPOLAS
Os
acidentes decorrentes da quebra de ampolas são mais comuns do que se
imagina. Por isso, é muito importante a divulgação da maneira adequada
para se efetuar este procedimento. Quando a ampola vinha acompanhada da
“serrinha”, a quebra era feita de maneira quase intuitiva. Com a
evolução da preocupação com a saúde do trabalhador, esse método foi
substituído por sistemas mais modernos de ruptura, mas não se treinou o
profissional para a correta quebra da ampola.
Atualmente, existem dois sistemas para ruptura de ampolas: o anel de
ruptura (ou vibrac), e o OPC (One Point Cut, ou Único Ponto de
Abertura). O
sistema de anel de ruptura é, atualmente, o mais comum no Brasil,
adotado em cerca de 85% das ampolas fabricadas aqui. Nesse tipo de
ampola, é aplicado um anel de tinta que, após o processo de
cura/têmpera, penetra no vidro, fragilizando-o na área de aplicação, ou
seja, no estrangulamento da ampola. Segundo a empresa Schott, fabricante
de ampolas e frascos de vidro para soluções parenterais, algumas das
vantagens desse sistema, comparado ao OPC, são o processo de fabricação,
que é mais simples, e os vários posicionamentos possíveis para a
abertura da ampola. O
sistema OPC é usado nas demais ampolas nacionais. Neste sistema, é feita
uma pequena incisão na região do estrangulamento da ampola. Além disso,
é aplicado um ponto de tinta alguns milímetros acima, e na mesma direção
da incisão, para servir de orientação para a posição correta no momento
da abertura da ampola. Uma das vantagens desse sistema é que não há
desprendimento de tinta, juntamente com as partículas de vidro, no
momento da quebra da ampola; além disso, há redução de 50% na tensão da
força de ruptura; outra vantagem é que a probabilidade de geração de
pontas no local da quebra é bem menor.
Para abrir as ampolas de forma segura, existem algumas observações a
serem seguidas:
-
a ampola deve ser mantida inclinada (aproximadamente 45º), minimizando o
risco de que partículas de vidro caiam dentro da ampola e que o material
envasado seja desperdiçado;
-
com a ponta dos polegares, fazer apoio no estrangulamento. Com os dedos
indicadores, envolver a parte superior da ampola, pressionando-a para
trás;
-
no caso do sistema OPC, o processo é o mesmo, mas o ponto de tinta deve
estar para frente, do lado oposto aos polegares.
É importante lembrar
que as luvas devem ser usadas quando indicadas (como em caso de
manipulação de quimioterápicos) e que as ampolas devem ser descartadas
em recipiente próprio para materiais pérfuro-cortantes.
Fonte:
COREN SP nº 71 | Setembro/Outubro 2007
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